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Centrais pedem ao Senador Renan Calheiros (PMDB-AL), acordo na construção de um melhor texto para os trabalhadores, a reunião que ocorreu nesta terça-feira (28) na sala de audiências do Senado Federal, em Brasília contou com a presença do presidente da Nova Central Nacional, José Calixto Ramos, o secretário-geral da NCST, Moacyr Roberto, além dos representantes da CUT, CTB e UGT.

Para as centrais sindicais a intenção é que seja tratado o tema da terceirização com o cuidado que merece pelo Senado Federal. “A luta contra este PL não é de hoje. Já faz muitos anos que estamos frente a esta luta contra o PL das terceirizações, por isso senador tente minimizar ao máximo as consequências nefastas que este projeto possa trazer aos trabalhadores brasileiros”, pediu Calixto.

De acordo com os líderes sindicais o objetivo do encontro foi explicar aos senadores que o PL 4.330 representa um ataque aos direitos trabalhistas assegurados em 1943, pela CLT e aos que foram conquistados, posteriormente, em lutas históricas da classe trabalhadora, e caso seja implantado este projeto será um grande retrocesso nas leis trabalhistas já alcançadas até hoje.

Senado promete cautela com a matéria

Segundo o presidente do senado Renan Calheiros, o senado terá cautela na tramitação da matéria. “Devemos tratar o tema com mais calma do que foi no plenário da Câmara”, afirmou. “O PL original já passou por várias comissões e irá passar por tantas outras comissões que precisar aqui no senado deixando bem claro para a sociedade o que verdadeiramente está sendo tratado sobre este tema. Podem ter certeza que aqui trataremos com cautela esta matéria para que não saia do senado nenhum texto que suprima direitos dos trabalhadores”.

Calheiros ainda deixou claro a intenção de fazer a matéria tramitar de forma a serem avaliados todos os itens tidos como polêmicos. Ele também reiterou a postura crítica que já tinha declarado ter em relação à regulamentação da terceirização na atividade-fim, ponto do projeto que mais é criticado pelas entidades sindicais.

Retrocesso

José Calixto disse em entrevista, que da forma como foi aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto representa um retrocesso para os trabalhadores brasileiros. Pediu uma tramitação ponderada e realizada de maneira diferente da que ocorreu na Câmara, pelos vários deputados e senadores que estavam presentes.

A decisão das centrais e dos movimentos sociais é permanecer mobilizados e reforçar as agendas para o Dia do Trabalho, na próxima sexta-feira (1º de maio).

 

Fonte: NCST

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